De que planeta veio esse coração
que ao invés de sangue vermelhoespessopúrpura,
Corre um azulácidocintilante?
De rocha magnética, atrai o olhar vão.
De rota cinética, caminhada em vão.
Jogas neve na minha fogueira de vaidades,
Desvendadas as verdades.
Papagaios de piratas náufragos no mar da ilusão.
Corta os pulsos e deixa escorrer a solidão,
Assisto uma tarde de outono, os chuviscos do tal ácido sanguíneo molham minha flor.
Visto a mortalha preferida, pingos do perfume guardado há tempos, cheiro de dor.
Que seria de mim, mera poeta,
sem a inspiração advinda que provocastes?
Quantas perguntas valem uma resposta,
Quantas dúvidas causam uma certeza?
Até que ponto?
Até as reticências...
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